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A indústria enfrenta hoje um cenário de complexidade crescente como pressão por eficiência operacional, exigências regulatórias mais rigorosas e necessidade de inovação contínua. Além disso, tem-se compromissos cada vez mais concretos com a agenda de sustentabilidade, que fazem com que decisões precisem ser tomadas com mais rapidez e menos margem para erro. E qual caminho seguir?
A gestão orientada por dados deixou de ser uma tendência para se tornar um requisito estratégico. Dados de qualidade são fundamentais para compreender a realidade com mais clareza e apoiar decisões mais consistentes.
Por muito tempo, decisões industriais foram guiadas principalmente por experiência, intuição e relatórios fragmentados. Embora esse modelo tenha funcionado em outros momentos, ele se mostra cada vez mais limitado diante de cadeias produtivas complexas, múltiplos stakeholders e desafios ambientais que exigem respostas rápidas e fundamentadas.
Dados bem organizados funcionam como um acelerador do processo decisório. Quando a informação está acessível, integrada e estruturada, o tempo gasto na busca por dados diminui drasticamente. Situações que antes demandavam horas, ou até dias, de levantamento, validação e análise podem ser resolvidas em minutos. Isso não apenas aumenta a eficiência, como também reduz riscos e evita decisões baseadas em suposições ou informações incompletas.
Mais do que apoiar relatórios, dados ajudam a interpretar cenários, identificar padrões, antecipar riscos e orientar escolhas estratégicas. Eles não substituem a experiência humana, mas qualificam o processo de análise, trazendo objetividade e clareza para decisões que precisam ser tomadas em ambientes de incerteza.
Dados para guiar o desenvolvimento sustentável
Quando o tema é desenvolvimento sustentável, o papel dos dados se torna ainda mais crítico. Sustentabilidade exige evidências. Sem informação confiável, a gestão ambiental se baseia em estimativas, o que fragiliza a governança e dificulta o acompanhamento de resultados. Com dados, é possível monitorar indicadores, avaliar impactos, comparar cenários e direcionar ações de forma mais eficiente.
Na gestão de resíduos, por exemplo, dados são essenciais para compreender fluxos de geração, movimentação e destinação, avaliar a adoção de tecnologias mais eficientes e fortalecer a rastreabilidade.
A transparência, nesse contexto, não deve ser vista como um entrave, mas como um instrumento de maturidade do setor. Ambientes com maior qualidade da informação favorecem empresas que operam corretamente, estimulam inovação e contribuem para a evolução do mercado.
O grande desafio está em transformar dados brutos em informação estratégica. Dados isolados pouco ajudam. O valor surge quando eles são tratados, integrados e traduzidos em indicadores que dialogam com a realidade operacional e com os objetivos do negócio. É esse processo que permite a indústria sair de uma postura reativa e avançar para decisões mais rápidas, precisas e alinhadas aos desafios econômicos e ambientais atuais.
Em um cenário onde o tempo é cada vez mais determinante, decidir melhor é decidir com dados. A gestão orientada por dados não é apenas uma questão tecnológica, mas uma mudança de cultura que impacta diretamente a forma como a indústria planeja, executa e evolui.
Está pronto para alcançar o próximo passo e gerir os seus dados com mais consistência?

Autora
Aline Fonseca, empreendedora de impacto na Waste Data e Negócio Circular, Mestre em Design, Sustentabilidade e Inovação pela UEMG. Especialista em Gestão de Projetos pela FGV e em Engenharia e Inovação. Graduada em Administração pela PUC Minas. Atualmente é professora convidada em universidades como PUC, USP e UFMG e pesquisadora na área de economia circular, big data e open data.
Contato: aline.fonseca2609@gmail.com