
A Vale busca continuamente evoluir seus processos com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade do minério de ferro, especialmente nas etapas que antecedem o carregamento ferroviário. Nesse contexto, identifica-se uma oportunidade relevante de aprimoramento relacionada à identificação de contaminantes no minério de ferro, com foco no Terminal Água Santa (TAS), localizado em Congonhas (MG). O problema central consiste na necessidade de identificar e eliminar, ainda na origem do processo, qualquer material estranho ao fluxo produtivo, tais como sucata metálica, borracha, madeira, resíduos orgânicos e minério fora da especificação granulométrica (acima de 35 mm).
No cenário atual, há intenso manuseio do minério entre diferentes pátios intermediários, o que amplia o risco de contaminação sem uma rastreabilidade clara de sua origem. Adicionalmente, o processo no TAS ocorre sem barreiras físicas efetivas entre o material e o ambiente, e o carregamento realizado por carregadeiras reduz a visibilidade de contaminantes inseridos nas pilhas. Como consequência, a identificação desses materiais tende a ocorrer de forma tardia, muitas vezes apenas no porto, quando o minério já percorreu grande parte do fluxo logístico. Nessa etapa, podem ocorrer retrabalhos, aumento de custos e impactos operacionais relevantes. Esse cenário evidencia oportunidades para o fortalecimento das inspeções nas etapas anteriores do processo, especialmente antes do carregamento dos vagões ferroviários.
Diante disso, o desafio proposto consiste no desenvolvimento de soluções que possibilitem a detecção e, idealmente, a remoção de contaminantes ainda nas fases iniciais ou intermediárias do processo no ambiente do TAS. Essas soluções devem atender a restrições operacionais claras: não impactar negativamente a produtividade, não introduzir riscos à segurança ou à ergonomia dos operadores e ser compatíveis com ambientes industriais severos.