Inovação Aberta Industrial entre o discurso e a prática

Seja em uma pequena ou uma grande empresa, manter-se relevante exige adaptação contínua ao mercado, e inovar é uma das formas mais eficazes de viabilizar esse movimento. A constatação de que o mundo muda de forma constante já não é mais tema de debate, mas um fato incontestável.   No entanto, a palavra inovação circula no meio corporativo quase como um mantra, apresentada como pilar das estratégias organizacionais e, de fato, trata-se de um discurso inspirador, mas a prática não é assim.

Se o ambiente corporativo já reconhece a inovação como um dos fatores centrais para a sustentabilidade dos negócios, por que, então, inovar no dia a dia ainda parece tão desafiador? O Manual de Oslo, em sua quarta edição, define que “Para que uma nova ideia, modelo, método ou protótipo seja considerado uma inovação, ele precisa ser implementado”. Isso reforça que inovar não pode ser um esforço pontual ou isolado. A inovação precisa estar integrada aos processos organizacionais de forma sistêmica, o que, por si só, representa um desafio relevante.

Esse dilema é recorrente em ambientes industriais. Muitas organizações buscam desenvolver soluções internamente ou adquirem tecnologias sem a devida capacitação técnica para sua operação e evolução, o que frequentemente resulta em subutilização ou rápida obsolescência. A inovação aberta por outro lado, permite que empresas concentrem seus esforços no que gera maior valor e se conectem a parceiros externos para acelerar a inovação.

Se a inovação vai além do discurso e exige aplicação prática, recorrente e colaborativa, torna-se fundamental adotar um método estruturado de Inovação Aberta Industrial. Esse tipo de abordagem permite conectar desafios internos ao ecossistema externo de forma sistemática, especialmente em organizações que não dispõem de estruturas robustas de pesquisa e desenvolvimento, mas precisam inovar com velocidade, reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional.

Nesse contexto, propõe-se um framework objetivo para gestão da inovação aberta, desenvolvido a partir de boas práticas e alinhado à realidade das indústrias. O modelo organiza o processo em seis etapas estruturadas, que conectam desafios estratégicos a soluções externas de forma sistemática:

1. Mapear desafios estratégicos
Dedique tempo para compreender e mapear os processos internos da organização. A partir dessa análise, identifique e liste os principais desafios que impactam o desempenho, a competitividade e a sustentabilidade do negócio.

2. Priorizar desafios com maior impacto no negócio
Com os desafios mapeados, é essencial definir prioridades. O desafio selecionado deve apresentar maior potencial de impacto e estar diretamente alinhado ao planejamento estratégico e aos objetivos organizacionais.

3. Comunicar o desafio de forma estruturada
Antes de buscar soluções no mercado, é imprescindível que o desafio esteja claramente definido e compreendido por todos os stakeholders envolvidos. A ausência de clareza nessa etapa representa um dos principais gargalos nos processos de inovação.

4. Buscar soluções no ecossistema de inovação
Com o desafio bem definido, inicia-se a busca por soluções externamente, com startups, universidades, centros de pesquisa e hubs de inovação. A abertura à experimentação é determinante nesse momento, é aqui que a cultura de inovação exerce maior influência.

5. Colaborar para o desenvolvimento da solução
A inovação aberta pressupõe codesenvolvimento. Construir soluções em parceria, envolvendo diferentes competências e áreas, potencializa resultados e acelera a entrega de valor.

6. Testar por meio de Provas de Conceito (PoCs)
As ideias desenvolvidas passam para a aplicação prática. As PoCs permitem avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica da solução, orientando a decisão sobre sua continuidade ou escalabilidade.

Os esforços direcionados à inovação geram resultados concretos e mensuráveis. Para que isso ocorra, é fundamental que planejamento, execução e mensuração não sejam tratados como ações pontuais, mas como um processo contínuo. Além disso, é essencial que os atores envolvidos compreendam que a colaboração é um dos caminhos mais eficientes para ampliar a agilidade e acelerar a geração de valor.

Então não se esqueça:
1. Inovação exige método, não apenas discurso
2. Inovação Aberta reduz riscos e acelera resultados na Indústria
3. Um framework estruturado conecta desafios reais a soluções de impacto 

Quer saber mais sobre o assunto? Venha conversar com o time do FIEMG Lab e, conhecer de perto como a gente acelera o futuro da Indústria por meio da inovação aberta.


Autora:
Dayane Perdigão é analista de inovação aberta no FIEMG Lab. Formada em Engenharia Elétrica, com pós-graduação em Engenharia Clínica e Desenvolvimento e Gestão de Produtos Digitais com experiência em projetos de inovação na Indústria. Contato: d.perdigao@fiemg.com.br

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